Recentemente li a notícia de um professor universitário que somente possuía graduação que ganhou equiparação salarial a seus pares com mestrado, segue trecho:
Professor com bacharelado ganha equiparação salarial a colega com mestrado
Professor com grau de bacharelado deve ganhar o mesmo que um colega com título de mestrado, se ambos exercem a mesma função e têm igual produtividade. A conclusão é da Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que rejeitou o agravo de instrumento da Fundação de Ensino O. contra a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas/SP) nesse sentido.
Na Justiça do Trabalho, o professor bacharel afirmou que foi contratado para dar aulas de Direito na fundação em abril de 1986 e desligado em julho de 1999, com salário de R$ 20,00 por hora-aula. Contou ainda que, em 1997, foram contratados novos professores para a faculdade com salário de R$70,00 a hora-aula. Entre esses, um mestre e doutorando em Direito, para exercer função idêntica à do bacharel. Por isso, reivindicava equiparação salarial com o colega paradigma e as correspondentes diferenças salariais.
Fonte AASP
Isso me levou a um grande questionamento sobre o que é importante em uma relação de trabalho, a qualidade ou a qualificação do funcionário? Claro que o ideal seria unir o bom profissional bem qualificado, mas um funcionário que exerce uma profissão tão bem quanto os outros deve ganhar menos somente porque lhe falta um pedaço de papel dizendo que ele estudou aquilo?
Acredito que a qualificação facilita o processo de contratação, é mais seguro contratar alguém que contém um papel onde diz estudos que ele teoricamente fez e conteúdos que teoricamente domina, mas se o profissional sem esse papel já passou dessa fase deve ser tratado de forma diferente?
Sobre a notícia acima, o que diferencia quem tem o título de Mestre de quem não tem? De acordo com a Universidade Federal de Campina Grande pode ser só um pedaço de papel:
O papel do Mestrado é transformar você num mestre. A defesa da tese é apenas um formalismo (importante) para comprovar o fato perante a comunidade científica. Infelizmente, ocorre, mais freqüentemente do que seria desejável, um aluno defender uma tese de mestrado e receber o diploma sem ser mestre. Ocorre também o contrário: um aluno já ser mestre quando inicia o programa de mestrado, mas não tendo o diploma para comprovar o fato.
Por que falamos disso? Em primeiro lugar, porque queremos passar nossa idéia sobre o que é um mestre: é alguém que consegue resolver problemas não triviais sozinho, buscando e avaliando caminhos promissores, e produzindo um resultado que possa sofrer o olhar crítico dos especialistas. Visto desse ângulo, achamos que entenderão o parágrafo anterior: há quem saiba fazer isso ao iniciar mestrado e há quem não o saiba, mesmo depois de defender a tese.
Fonte: UFCG.
Não estou aqui para dar respostas, conclua você.
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